CONFIRA A ENTREVISTA EXCLUSIVA COM ESTAFÂNIA FARIAS, APRESENTADORA DA REDETV!
2010-08-21 12:27
No mesmo mês que o nosso portal completa 1 ano a apresentadora completa 10 anos de profissão e conta pra gente um pouco mais sobre sua relação entre religião e profissão, confira!

Nome: Estefânia Farias
Onde Nasceu: Belo Horizonte
Site: www.twitter.com/estefaniafarias
Profissão: Jornalista (Apresentadora da REDETV!)
Você ja trabalhou em alguma emissora evangélica? Qual a diferença de uma evangélica para secular? Trabalhei na Rede Super por 5 anos antes de ir para a Rede TV. Vivi as duas fases lá. Antes e após a Igreja Batista da Lagoinha ser a proprietária do canal. As diferenças são muitas. A começar pela linha editorial. Uma emissora cristã tem um foco definido: evangelizar. E uma emissora secular visa atrair os telespectadores com programas que dão audiência, independente do tema. Mas as duas devem ter o mesmo compromisso: a verdade em tudo o que é exibido.
Você acha correto a exibição de programações seculares em redes (que se dizem) evangélicas? Falar de esporte seria algo secular? Saúde? Entretenimento? Meio ambiente? Tudo foi criado por Deus. Acredito que uma emissora cristã pode sim exibir programas que transmitem mensagens de amor, paz, alegria em assuntos diversos. Não é necessário que sejam programas de pregação somente. É tão agradável assistir a programas que são feitos para a família! Mas não vamos confundir as coisas. Rede evangélica é rede evangélica.
Você tem colegas de profissão evangélicos? Como é trabalhar com pessoas que são ligadas ao meio gospel? Sim. Trabalhar com os irmãos da igreja que buscam verdadeiramente a santidade é uma benção.
Um dia você já se viu em uma situação constrangedora ao ter que fazer alguma matéria que fosse contra os evangélicos? Nunca cobri algo que fosse contra evangélicos. Mas já divulguei, apresentando jornal, assuntos que envolviam ilegalidades de igrejas e pessoas evangélicas. Não me constrangi, pois o jornalista deve manter uma postura imparcial quando está contando a história, seja em qualquer mídia. Claro que sempre lamento divulgar notícias desagradáveis, mas é a minha profissão. Preciso mostrar para o público a realidade da vida.
Você tem o sonho de fazer ou já faz algo na igreja, como cantar, ser pastora de uma congregação, etc? Meu marido toca piano e já dancei no altar da Igreja Batista Getsêmani em Lagoa Santa enquanto ele ministrava louvor. É uma benção ser útil para o Reino. Tenho muitos sonhos ministeriais que, creio, vão se cumprir. Ministrar louvor cantando? Quem sabe? Incentivo por parte do meu marido não falta. E eu acredito que o dom está sendo enviado pelo Senhor. Já arrisco em algumas canções... Ah! Um beeeelo dia o porteiro do prédio da Rede TV, irmãozinho da igreja, José Raimundo, escutou pelo som do meu carro uma música da Nívea Soares. Que privilégio! Ele achou que a voz fosse minha! Imagina?! Recebi como “profecia”, claro! Por isso, orem por mim, hein?!
Quando você começou a sua carreira profissional houve algum tipo de discriminação por você ser evangélica? Comecei minha carreira há 10 anos. Naquela época só freqüentava a igreja. Mas a partir do momento em que decidi seguir a Cristo verdadeiramente as coisas mudaram. Claro que para melhor porque a própria Palavra de Deus fala que somos bem-aventurados por sermos “perseguidos”por servir a Jesus. Não me sinto discriminada. Sinto que incomodo as pessoas por ser diferente. Ao mesmo tempo, vejo que muitas me respeitam por ser cristã. Sabem que eu levo a vida a sério, procurando sempre acertar.